Associação cultural de utilidade pública desde 8/9/92, a Canto Firme de Tomar constituiu-se como Associação em 1982. A sua origem, no entanto, remonta à criação de um coro misto na Sociedade Banda Nabantina, em 1980, formado e dirigido pelo maestro António de Sousa e que é, ainda, o seu director artístico.

A Canto Firme tem actualmente sede própria construída de raiz em terreno cedido pelo município e com verbas provenientes do Instituto da Juventude, do PIDAC, e próprias.
Do edifício da sede fazem parte:
-Instalações para a Escola de Música (entre as de melhor qualidade na opinião do Ministério de Educação)
- Instalações para o funcionamento dos tempos livres das crianças do 1ºciclo, incluindo uma cozinha;
- Instalações para a montagem e apresentação de actividades teatrais;
- Um auditório para cerca de 250 pessoas para a divulgação de actividades próprias, mas também ao serviço da comunidade.

Os objectivos desta Associação centram-se na formação (temos uma Escola Vocacional de Música com cerca de 120 alunos) e na divulgação (coro adulto, orquestra escolar, grupo de teatro e grupo de animação de rua).
Temos ainda a funcionar um atelier de tempos livres que alberga cerca de 70 crianças do 1º ciclo.
Para além das actividades normais de cada ano (concertos, audições, récitas, espectáculos de animação), a Canto Firme tem-se revelado uma embaixadora cultural da cidade e do seu património cultural:
- Através da divulgação da obra de Fernando Lopes Graça, compositor português, natural de Tomar e um dos maiores vultos da música erudita do século XX, em Portugal.
- Na recepção a numerosos grupos corais nacionais e estrangeiros proporcionando-lhes visitas guiadas aos locais de maior importância histórica e cultural;
- Na mostra do nosso património renascentista através da recriação das Ceias Renascentistas no Convento de Cristo.

Anualmente, a Associação leva a cabo um ciclo musical com o nome de «Cantar Natal», que traz a Tomar músicos de grande qualidade, nomeadamente, solistas da Orquestra Gulbenkian.
Este ciclo termina sempre com um concerto de Reis, numa das igrejas de Tomar, no qual o coro e a escola de música se reúnem para interpretar repertório coral sinfónico de música sacra e harmonizações ibéricas de peças alusivas à quadra natalícia.
Ultimamente, estes concertos têm sido utilizados para divulgar obras religiosas de importantes autores portugueses cujas peças fizeram (fazem) parte do acervo do Convento de Cristo.