| Da mala de viagem do coralista faz, obrigatoriamente, parte
a pasta com as partituras das peças que irão ser apresentadas
e a(s) farda(s), com que nos paramentamos para os concertos. Tudo o resto é acessório e a gosto de cada um e, ainda que ande perdido ou trocado ou seja rebocado para a polícia, não impede que o objectivo primeiro e o que está subjacente à digressão prevaleça – dignificar cada concerto realizado. É assim desde Março de 1985, data da 1ª digressão à Picardie. Mas não se pense que as viagens cumprem apenas a função artística. Elas enchem-se de um pouco de cada um de nós, criando e/ou aprofundando laços que perduram e que nos ajudam a enriquecer o conhecimento mútuo. E depois vem o enriquecimento cultural. Visitar a «casa museu» de Lizst, em Budapest, ouvir o órgão que serviu de instrumento de trabalho a Bruckner, são dois capítulos que marcam a ouro o livro da nossa vida coral. As digressões têm papel importante na vida do coro e da associação, já que constituem um estímulo ao trabalho coral e procuram dar oportunidade aos melhores alunos da Escola de Música de mostrar o trabalho realizado, procurando abrir horizontes aos jovens que aqui fazem a sua formação artística. |